Fernando Lopes |
Olhar a Poesia
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Primeiro suspeitas, depois certezas, revelaram as manhãs a que eu dera a mão ... A cegueira nunca deixa incluir a cumplicidade. Para se ser manipulado é preciso estar-se atingido. Servi as mentiras de que fui vitima mesmo que só tenha podido propagá-las na medida em que nelas acreditava. Se algum direito me é conferido por esse facto, é o de não respeitar qualquer silêncio, na esperança de pôr a nu depravações que continuam ainda hoje a funcionar. Eu sei também o muito que resta de sombra. E de noite. A história não é aquilo que vivemos. (Pierre Daix) ..........
Não sou arrependido, não me arrependo de nada, nem das muitas culpas que a mim inflijo. Na vastidão de tanto espaço e tempo, há lugares únicos por explorar. Mares de enigmas que marcam o negado e o oferecido. Teias que removem passos, tempestades. Se alguma coisa devo, a mim o devo. Avancei, recuei e a minha experiência é total, como um todo, eu no total. A experiência e muitas outras coisas desavindas. Magalomania ou não, a experiência é uma forma de arte que absorve, senão pelo porquê, será pela causa. E aqui dar titulos a nadas e nadas, porque o mesmo e o igual são vitalicios, morrem connosco e daí não passam, é experimental. Invenção e experiência é aquilo que vivemos. Poeta ... sempre quis ser poeta.
Se todo o Universo transbordasse de canções e eu errasse, fantasiando, as horas e os lugares porque somos eternos na vida e não na morte e depois de tudo só restasse uma palavra gritaria que toda a escuridão que aperta todo o negro que nos move são destroços das paixões da arte tão serena que fechámos na gaveta.
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Sax Girl
All that Jazz
O lobo
Ao computador
Três mulheres
Jogadores de cartas
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Copyright 2006 Fernando Lopes