O VENTO

 

Quando ruge o vento desolador,

em cerimónias de cinzeiro clandestino,

a camada de cavaleiro do tempo,

coligo,

com falésias de emergência.

Afinal, este império de fogo,

onde filtro,

insere-se na demência dos lagos de Íris,

até Leão, até Dente.

Inverosímel limite de si mesmo,

imenso, universal.

Sonhar triste, é reunir-se

em anfiteatros de inércia.

Ir mais longe, é favorável fascinação.