SEMPRE
Esta noite,
somei todos os números.
Anotei,
num livro de apontamentos.
Consegui uma confissão,
revelei um segredo.
Sempre que fecho os olhos,
sonho com uma bola cor-de-rosa.
Entre os meus dedos de névoa,
uma montanha azul,
chamada Eternidade.
Talvez, devêssemos recomeçar, tudo,
outra vez,
muitas vezes.
O delírio
rasgando o corpo,
cruzando a mente,
anos de luz,
no céu sem fim.
Sim, abraço agora,
os seres, em comunhão.
Agora movemo-nos,
agora caminhamos.
Recordamos as histórias velhas,
como figurantes
numa moldura em ouro.
Sorrimos como em crianças.