A NOITE E O MAR

 

Estafada demagogia

dos conceitos áridos dos austeros

banquetes de aspirina.

Tempero de bruma.

Noite matiz de música de rebuçado.

O mar grita baforadas de áfonas

amputações da alma amnésica.

A crónica bricolage da

barba dietética

é um instante de portagem de ostra.

Junto de ti, o sol nasce,

árido mito,

alternativo eixo,

no tumulto blindado das ambulâncias

de moer nevoeiro.

Diluo velas de bronze

em bóias de lama.

Entorpeço discípulos de domingo,

em divãs de diplomatas,

degrau a degrau,

de domínio em domínio,

massacrando charcos e pântanos,

mude a moles refrões,

reconciliando rebelião e procedimento.