AZUL E NEGRO
Por vezes, sonhos,
visão que acaricia,
glória, amor.
Outras, pesadelos,
dissabor, ameaça,
alma lacerada.
Rosas e cravos,
aspiro o seu aroma.
Pinheiros e abetos,
danço em seu redor.
Olhos que me olham,
na escuridão.
Lobos na senda.
A minha sombra é um gigante.
O horizonte está em chamas.
É bom ter um cavalo,
a quem chamaram Vento.
As águas do rio, murmuram:
um marinheiro matou alguém.
Ana é um nome de mulher.
Um cadáver caminha sem cabeça.
Aguardo o teu despertar.
40 x 10 são 400.
Aquele livro não tem fim.
O mar emite cânticos de sereias.
A neve cobre tudo de branco manto.
Uma nuvem muito negra,
escureceu a Lua.
Aves cinzentas, são velhas crenças.
O som lúgubre do mocho,
tornou-se melancólico.
Dois leões disputam um reino.
Um diamante jorra fogo.
Um cálice é uma fonte,
um deserto, um espelho verde.
Começo uma contagem decrescente,
coloco um substantivo final.