MORFOLOGIAS
Num ângulo da noite,
luzes, sons.
As árvores dormem agitadas.
Numa rua, uma rede,
amarra o tempo,
amarra as impressões das águas.
Saltitando exuberante,
a lua invade a terra,
esvaece mágoas.
Devagar, hesitantes,
desfilam os passageiros,
desculpam-se com enganos.
Num minuto,
a menina que gemia,
mirou a morfologia,
decalcou a minoria,
fez-se noite,
fez-se casa.