A ORIGEM DO CARTEIRO

 

A origem do carteiro deve remontar há uns quatro mil anos. Mas é atribuida ao imperador persa Ciro, o Grande (560 a 529 A.C.), a criação do primeiro serviço postal, modelo do mundo antigo.

Calculada a distância que um cavaleiro levava a percorrer num dia, foi estabelecido um sistema de estafetas. Um cavaleiro fazia 200 quilómetros; um mensageiro a pé fazia 70.

Conta-se que o mensageiro que transmitiu a vitória grega na batalha de Maratona, caíu morto, depois de correr 42 quilómetros (aí se encontra a origem para a distância da prova de maratona …).

Os correios foram surgindo de acordo com as necessidades, primeiro dos monarcas, para transmitirem mensagens aos seus súbditos, depois das corporações comerciais e outras sobre negócios.

Em Portugal surgiram em 1520, por iniciativa de D. Manuel I, que se serviu de ensinamentos pioneiros da Alemanha, onde o serviço público postal fora monopolizado pela família Thurn und Taxis, descendente de duas famílias que estão na origem dos correios de Veneza, na Idade Média: os Tasso e os Della Torre.

Em Portugal, os correios foram, por quase dois séculos, monopólio de uma família, os Gomes da Mata. Em 1798, o Estado assumiu esse serviço, criou carreiras postais para o Brasil e as primeiras distribuições de correio em Lisboa e nas principais cidades e vilas.

Em 1855, nasceu a mala-posta, primeiro até Coimbra e, três anos mais tarde, até ao Porto. Para este último destino levava 34 horas. Saía do Carregado, fazia 23 paragens, incluindo ceia nas Caldas da Rainha, almoço em Leiria,  jantar em Coimbra e ceia em Oliveira de Azeméis. O comboio, o automóvel e o avião encurtaram as distâncias.

Agora é a informática.