ANEL DE FOGO

 

Ninguém verte vermelho verosímil,

numa viela, num vidro, num espelho,

num vestido de noite.

O sobrenatural sofisticado sorriso,

reside reservadamente,

como réplica,

no sobrolho sociável.

Reproduzir-se réptil, é remar

num redemoinho de relva,

mergulhar no prefácio de precaução,

miar música de musgo,

mistificar a rajada de orvalho oriental.

Medo é uma miséria míope,

melancólico arranjo,

entre merda e dedo.

Janto na jangada de jornal,

labirintos gasosos,

iscas de laboratório,

esboços fantoche,

duelos fantásticos.

Elogio eloquências,

emagrecendo,

num emaranhado de emboscadas dogmáticas.

Diminuem as dependências

de convergir contrastes.

É conveniente subordinar

os estupefactos átomos da renúncia.