MANHÃ DE SAL
Em absoluto abrupto acordo,
para abdicar de um abdómen acidentado,
embruteço num refúgio de avalanches,
balbuciando a bagagem bárbara,
como a ligadura fixa, por baptismo.
Em concorrência, crónicos bailados,
de fitas de banda desenhada,
coesam decadência,
recortando cenários de Dezembro.
Desiludido, desdenho de adornar,
pernas colonizadas de escombros.
O emissor motim, emite
tinta de enciclopédia.
Elimino os beijos elásticos,
de engrenagens de leilão,
volumosos de hálito de sebe.
Gratifico a melancolia,
em matinais máscaras de prioridade,
em convés de porta-maturidades.