ESTÁTUA OCA
Trepei para um engenhoso infinito,
hábil e rabugento,
para espreitar uma goela
de postigo cinzento.
Infligo-me uma identidade incandescente,
intruso no alpendre assombrado,
no hipnotismo de harém,
da tempestade mágica, de um anfitrião
hostil.
Orador verde-lima.
A orquestra de orquídeas,
prega tabuleiros de ponderação.
Como reflexão, basta um triângulo
de aridez.
Rebelde e rancoroso,
reclamo do subconsciente subordinado
subterfúgio,
da especulação,
onde ecoa um sorriso de surdo-mudo.
Vejamos, já basta de espeleologia.
Evado-me pela estação de serviço,
onde sou efémero e as estátuas,
a estereofonia estéril
e o vazio enigmático.
Sentimento de insecto.
Multidão mamã.
Cogumelo musical.
Mostarda, mútuo, focinho.
Moldes de bolor, prévios, prematuros,
citam jibóias de trapo.
Diplomado, qualificado.
Anulem carta, purga,
perguntas de sonâmbulo,
bofetada,
meias de canapé.
Algures, salpicos de bonomia,
escavam olheiras de boémia
e prédica de parafuso.
Entre cão e lobo,
desonro destinos e diabos.
Regresso na miragem tenra
do módulo de partida.