NORTE E SUL

 

Nascem os porquinhos em berço de ouro

afagam as mães

atiram as letras.

De qualquer maneira

pintam aguarelas

borrões em óleo.

Gritam cançonetas

são como vampiros

não servem de muletas.

Borram todos os lados

com qualquer pincel

não servem para nada

são frascos sem cor

virgens paletas

sem alma sem dor.

Eles não sabem nada

eles destoam

eles abominam.

Alerta poeta

uma nota basta

sustenta uma lágrima.

Duas notas sobram

matam os cartazes

que sujam as esquinas.