O SONHO E AS FLORES
Na noite,
amantes sem nome,
dormem enlaçados,
encerrados em milhares de quartos,
alternando sonhos e carícias.
Uma virgem caminha ao luar,
entre sombras,
verdes e roxas,
de ervas e trevos.
Desnuda-se, branca,
amada pelo sono das aves.
Banha-se nas águas mudas
de um lago de prata.
Rãs e sapos,
coaxam toadas monocórdicas.
As flores abrem sempre de manhã.
Lindas, de amor fresco,
anunciam o dia novo.
Explode em cambiantes,
o sol dourado,
fervente de afeição,
hino à vida eterna.