POEMA OBSCENO
Mais longe, mais tarde.
Plantar, que paixão.
Chuva, que poema.
Obscenamente ocupado.
Ocasionalmente optimista.
Herói hermético.
Hiena, hipótese.
Por cada horário formiga,
uma hipócrita linha horizontal.
Por cada órfã,
um ferir de ferrugem.
Em fuga de todo este horror,
desabo a humanidade,
que gela num furacão.